sábado, 11 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Prefeitura de São Gonçalo dá posse a Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial
A Prefeitura Municipal de São Gonçalo
tem a honra de Convidar Vossa Senhoria para a Cerimônia de Posse dos Membros da
Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COPIR/SG), que ocorrerá
no dia 13 de maio, às 18h, no Plenário da Câmara Municipal de São Gonçalo, à
Rua Doutor Feliciano Sodré nº. 100 – Centro. São Gonçalo - Rio de Janeiro. A
coordenadoria vem incrementar a luta para combater o racismo e gerar ações de recorte
racial positivas.
O
Prefeito Neilton Mulim, com a criação do COPIR/SG, está cumprindo compromisso de
campanha assumido com o Movimento Negro Republicano (MONER/PR) e com toda a
população de São Gonçalo. Para Nayt Junior, presidente do MONER, “A coordenadoria
vem para impulsionar ainda mais as políticas públicas de promoção da igualdade
racial, pois são poucas as cidades que possuem dentro do governo uma
coordenadoria especializada nas discussões de políticas raciais. Isso aponta
que estamos avançando na luta pela igualdade racial”, afirmou.
A
coordenadoria está sendo criada com o objetivo de garantir direitos iguais a
todos. Sua missão é de propor alternativas para superar as desigualdades
raciais, tanto do ponto de vista econômico, quanto social, político e cultural,
buscando também os avanços nas políticas públicas pela igualdade racial.
-
Não temos espaço para guardar racismo e nem preconceito de qualquer espécie e
muito menos com as religiões de matrizes africanas. Vamos transformar São
Gonçalo, tornando-a mais justa, democrática e igualitária. Apontou Luis Claudio
– Coordenador Geral da COPIR/SG – Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial
de São Gonçalo.
Vinculado
a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de São Gonçalo, a
Coordenadoria tem uma estrutura técnica robusta, pujante e comprometida com as
Políticas Públicas Raciais. Está formada pelos
representantes governamental:
Luis Claudio de Santana – Coordenador Geral
Lidia Silva – Coordenadora Adjunta e
Sandra Helena Santos – Assistente de
Coordenação.
terça-feira, 30 de abril de 2013
O 1º DE MAIO NO BRASIL
Com o passar do tempo, o "aumento dos espaços
democráticos" e a prevalência do oportunismo, as diferenças entre o 1º de
maio da direita autêntica e da falsa esquerda praticamente acabaram. Os
artistas passaram a ser a atração principal.
Quando muito, há um ou outro pronunciamento insosso até a completa
fusão com o Ascenso do oportunismo ao centro do aparelho de Estado. Atualmente
o que se vê por todo o país são sorteios, shows de "cantores
sertanejos", tentando aparentar uma grande festa — quem sabe para
comemorar o novo salário mínimo.
O 1º de maio, celebrado em todo o mundo
pelo proletariado, é uma data marcada na história com sangue e luta operária.
Nesse dia, no ano de 1886, milhares de trabalhadores estadunidenses exigiram
seus direitos nas ruas, sendo duramente reprimido pela polícia, o que resultou
na morte e encarceramento de inúmeras pessoas. A partir de então, nos anos
seguintes, em todos os países, a classe operária passou a celebrar o 1º de Maio
como um dia de luta contra exploração capitalista.
Dos ventos de rebeldia que sopraram em
Chicago até os nossos dias, o desejo dos trabalhadores de transformar o mundo
só cresceu. Incontáveis lutas e enfrentamentos foram protagonizados pelo
proletariado que, em sua primeira grande onda revolucionária, logrou desfechar
poderosos golpes na dominação imperialista.
Três momentos podem ser destacados
nessa heroica trajetória, pela amplitude histórica que tiveram e pelo lastro
que deixaram: a Comuna de Paris, de 1871, primeira tentativa de tomada do poder
pela classe operária; a revolução de Outubro, na Rússia, de 1917, dirigida pelo
grande Vladimir Lênin, e a revolução Chinesa, de 1949, chefiada pelo Presidente
Mao Tsé-tung.
Nesses mais de 100 anos passados das
lutas do 1º de Maio no USA, e em meio a todas as revoluções que se processaram
nesse período, surgiu e se desenvolveu também uma corrente inimiga da classe
operária: o oportunismo.
Este, gerado e alimentado pelo capital
financeiro internacional, tentou dividir e espalhar a confusão nas fileiras
proletárias, alcançando relativo êxito em alguns países por um determinado
tempo. Porém, tais vitórias não têm caráter definitivo: as lutas atualmente
empreendidas pelas organizações classistas mundo afora vêm revelando — ainda
que não totalmente — a amplitude das forças operárias.
terça-feira, 19 de março de 2013
MONER PARTICIPA DE ATO EM DEFESA DA CONSTITUIÇÃO EM CAMPOS DOS GOYTACAZES
O
MONER esteve presente na grande manifestação com a marcha e o ato público em
defesa dos royalties e da Constituição em Campos dos Goytacazes (15), que
reuniu mais de 30 mil pessoas, na Praça do Santíssimo Salvador. Presentes
também representantes de municípios vizinhos Foi um ato cívico emocionante que
parou a cidade. A sociedade que foi mobilizada pela Prefeita Rosinha Garotinho cantou
o Hino Nacional Brasileiro, trazendo nas mãos a Constituição do Brasil e diziam
em coro: “Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil”. Em 1985, neste local,
foi assinada a Lei dos Royalties, do senador Nelson Carneiro. E a vontade do
povo prevaleceu.
- Para Nayt Junior, Presidente do MONÉR, “Não
é mais possível que o povo negro veja seus interesses esmagados sem se
posicional”, disse. Lembrou que se a Constituição for desrespeitada e os
royalties e as participações especiais forem recalculados quem mais perderá são
os negros e negros do estado do Rio de Janeiro, com destaque para os que moram
na Região Norte e na Região Noroeste do estado.
“Confesso que há muito tempo não me
emocionava tanto. Quando a prefeita Rosinha foi lendo o nome dos ministros do
Supremo Tribunal Federal, a cada um deles, a multidão levantava a Constituição
e dizia: "Faça valer a Constituição". Foi um ato cívico, emocionante,
que parou a cidade. É bom frisar para quem não estava lá que não houve qualquer
afronta ao Supremo Tribunal Federal, muito pelo contrário, o povo de Campos
respeita a Constituição e a mais alta corte do nosso país. O que fizemos foi um
apelo aos ministros do Supremo Tribunal Federal por serem eles os guardiões da
nossa Constituição”. Deputado Federal e ex-governador Anthony Garotinho.
Em favor dos royalties a prefeita Rosinha esteve em Brasília (19), em audiência com o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, às 19h45. Acompanhada do vice-presidente da Ompetro, o prefeito de Casimiro de Abreu, Antônio Marcos; o deputado federal Anthony Garotinho, e de lideranças jurídicas da região, a prefeita vai mostrar ao ministro dados que comprovam a falência que está por vir à região produtora, caso aconteça a redistribuição inconstitucional dos royalties do petróleo. Participam ainda, da audiência, o procurador da Prefeitura de Campos, Matheus José; o promotor de Justiça, Marcelo Lessa; e o juiz diretor do Forum Maria Tereza Gusmão, Paulo Assed.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (18) parte da nova lei dos royalties do Petróleo, promulgada na semana passada. A ministra deferiu liminar na ação de autoria do Estado do Rio de Janeiro . O argumento dos fluminenses é que só neste ano o Estado e seus municípios perderiam R$ 4 bilhões em arrecadação. Cármen Lúcia concedeu liminar em favor de ação de autoria do Estado do Rio de Janeiro. Decisão tem validade enquanto o caso não for apreciado pelo plenário do STF.
Também presente na manifestação a Assistente social
e Presidente Municipal do MONER em Duque de Caxias, Lídia Silva disse que:
"Estar aqui, no extremo norte do estado e poder erguer a minha voz em
favor da Constituição e em prol do meu estado e mostrar que a mulher negra
sabe, sim, qual é o seu papel na história do Brasil. Não iremos nos permitir
ser como vaquinhas de presépio, aceitando tudo o que os poderosos do congresso
querem nos impor", Falou.
Luis Claudio de Sant'ana (D), Coordenador Geral da
Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Município de São
Gonçalo (Segundo maior município do estado e o decimo quarto do país em numero
de habitantes), "Nós negras e negros temos que participar desse processo.
Historicamente, todos os movimentos importantes, desde os que visavam a
Proclamação da Republica, passando pelas Diretas Já, contaram com a mobilização
de vários setores do movimento negro organizado. E agora estamos aqui, prontos
para defender os interesses do estado do Rio de Janeiro," Encerrou.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Ato Publico em Defesa dos Royalties e da Constituição - Campos dos Goytacazes
Senhoras e Senhores,
Companheiras e Companheiros. A Comissão Executiva do
Partido da Republica/RJ Convida a todos: Coordenadores
Regionais, Presidentes de
Diretórios Municipais (com destaque para os da
Região Norte Fluminense), Vereadores (em especial
os dos Municípios de Campos, Carapebus, Macaé, Quissamã, Rio das Ostras, São
Fidélis, São Francisco do Itabapoana, Italva, Cardoso Moreira, e
São João da Barra), Deputados Federais, Deputados Estaduais e Lideres dos
Movimentos do partido para participarem do Ato “Em
defesa dos Royalties e da Constituição”, que ocorrerá na sexta-feira (15/03),
com concentração na Câmara dos Vereadores, às 15h, caminhada em direção à Praça
do Santíssimo Salvador e Ato Publico na Praça São Salvador às 18h.
Nessa Manifestação que
será contra a derrubada dos vetos da Presidenta Dilma Rousseff, pelo Congresso
Nacional, que mudou as regras da partilha dos royalties de petróleo,
prejudicando municípios e estados produtores o Partido da Republica tem uma
participação muito importante.
Vá, manifeste-se,
participe.
O Estado do Rio de Janeiro
precisa de você.
Sexta Feira – 15 de
março, às 16:00h.
Praça São Salvador.
Campos dos Goytacazes.
Concentração - 15h
Caminhada - 16h
Ato Público - 18h.
Comissão Executiva
Regional
PR – PARTIDO DA REPUBLICA / RJ.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Raça e Cor passará a ter estatística no TSE para as Eleições 2014
O Tribunal Superior Eleitoral
(Rio-RJ) não tem estatísticas sobre o número de negros na política brasileira,
nem políticos eleitos nem candidatos. A dificuldade para levantar o dado é que
a auto declaração de raça/cor, já incluída pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) no Censo e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio,
não entra na ficha de registro das candidaturas.
Depois de questionamento da Agência
Brasil sobre o levantamento e a falta de dados, o tribunal informou, por meio
de sua assessoria de imprensa, que o grupo responsável pela avaliação das
últimas eleições passou a considerar a inclusão do item raça/cor no processo
eleitoral.
Nayt Junior (Presidente do MONER), e a Diretoria Executiva do grupo, em recente reunião, reforçaram a
necessidade do mapeamento da situação étnica no país. “Isso é importante demais
pra nós, Eu aprovo e defendo que em todos e qualquer registros dos cidadãos façam
deveriam constar informações sobre cor”, disse o Nayt.
A sugestão de agregar ao
sistema de registro de candidaturas a opção para o candidato declarar a sua cor
foi encaminhada ao grupo de estatística, que está analisando a viabilidade e o
formato da produção desse dado
O Tribunal Superior Eleitoral não tem estatísticas
sobre o número de negros na política brasileira, nem políticos eleitos nem
candidatos.
A dificuldade para levantar o dado é que a auto
declaração de raça/cor, já incluída pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) no Censo e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio,
não entra na ficha de registro das candidaturas.
O TSE informou que depois de uma eleição inicia os
preparativos para a próxima com uma série de avaliações das práticas que devem
ser mantidas e as que podem ser aprimoradas. Segundo o tribunal, a sugestão de
agregar ao sistema de registro de candidaturas a opção para o candidato
declarar a sua cor foi encaminhada ao grupo de estatística, que está analisando
a viabilidade e o formato da produção desse dado para as Eleições 2014.
A assessora política do Instituto de Estudos
Socioeconômicos (Inesc), Eliana Graça, diz que a entidade tentou implantar a
medida por meio de articulação no Congresso Nacional, mas não obteve sucesso.
“É uma batalha [nossa de] um bom tempo, tentando
convencer os parlamentares de que isso tinha que entrar na minirreforma
política de 2009, [na qual foram feitas] algumas proibições, se regulamentou
alguma coisa das campanhas. Uma das coisas que nós queríamos naquela época era
que constasse na lei a obrigatoriedade, na hora da inscrição do candidato, da auto
declaração de cor/raça”.
De acordo com ela, a negativa demostra o
preconceito existente no parlamento brasileiro. Eliana disse que os
parlamentares não aceitaram a sugestão “porque têm medo que aparece uma cota”,
da mesma forma que tem a cota para mulheres. Segundo ela, os parlamentares
foram taxativos: “não, esse negócio de botar na ficha, daqui a pouco vem uma
cota”.Eliana acredita que isso “é o receio, o medo mesmo que o pessoal tem, de
você mudar o perfil do parlamento”.
| Diretoria Executiva do MONER |
Para o coordenador do Laboratório de Análises
Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Sociais (Laeser) do
Instituto de Economia (IE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
Marcelo Paixão, conhecer a atual situação dos negros na política é fundamental
para aumentar a participação deles nas esferas decisórias do país.
“É necessário mapear não apenas quem são os
eleitos, mas quem não foi eleito, quem está disputando, desde o partido nanico
até o partido grandão”, Encerrou.
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